Blog criado para a divulgação dos projetos de Seminário das turmas do primeiro ano de 2012. Porém, hoje ele é usado para compartilhar ideias, pensamentos, textos e notícias consideradas interessantes.
Mostrando postagens com marcador Clarice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clarice. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Acenda a luz dentro de si!
"Lembro-me de que certa noite - eu teria uns quatorze anos, quando muito - encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam "carneado". (...) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (...)
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto."
Érico Veríssimo, trecho de Solo de clarineta.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Ando Devagar - Almir Sater ♫
Escolhi a música Ando Devagar, do Almir Sater para esse vídeo pois ela nos faz refletir sobre a vida e as escolhas que tomamos ao longo dela. Espero que gostem tanto quanto eu e se encantem com as imagens!
domingo, 15 de julho de 2012
Momo e o Senhor do Tempo
A literatura infantil sempre me fascinou, desde muito pequena, quando esquecia o mundo diante daqueles livrinhos coloridos e cheios de figuras. Uma tentativa de minha mãe para me fazer gostar da leitura. E eu me apaixonei. O que mais me encanta nos textos para os pequenos é a atmosfera, a possibilidade de imaginar. Momo me fez reviver tudo isso, de uma maneira diferente, claro. É como ler O Pequeno Príncipe depois de crescido. A interpretação é outra, o clima é outro, mas a fantasia é a mesma.
Em Momo e o Senhor do Tempo, a história da luta de uma menina para tomar de volta o tempo roubado das pessoas pelos homens cinzentos é incrivelmente bela. Os homens cinzentos se alimentam exatamente do tempo poupado por cada indivíduo. Por isso, precisam convencê-los de que não têm tempo a perder. Os seres humanos, ao crer que precisam economizar tempo, passam a cumprir suas tarefas de forma sempre ligeira. Deixam de se dedicar ao que lhes dá prazer, ao que lhes traz felicidade.
Assim, os homens cinzentos vão-se multiplicando. E os seres humanos, cada vez mais isolados em seus próprios mundinhos, sempre irritados, mau humorados, dedicando-se apenas às atividades que garantem o sustento da família. Pior é que até Gigi caiu nessa. Logo Gigi! É apaixonante o livro. É apaixonante viajar nas frases singelas, mas cheias de expressão. Vale a pena demais conhecer Momo, Gigi, Beepo Varredor e a tartaruga.
Passagens
“Vou lhe dizer uma coisa, Momo: as coisas mais perigosas na vida são os sonhos realizados… Não tenho mais com o que sonhar.”
“Assim como vocês têm olhos para enxergar a luz, ouvidos para ouvir sons, também têm um coração para perceber o tempo. Todo o tempo que não é percebido pelo coração é tão desperdiçado quanto seriam as cores do arco-íris para um cego ou o canto de um pássaro para um surdo.”
FONTE: http://pequenasdigressoes.wordpress.com/2007/12/21/momo-e-o-senhor-do-tempo/
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)



